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A Esfera do Recomeço

A ESFERA DO RECOMEÇO

Sei que seria possível construir a forma justa

De uma cidade humana que fosse

Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco

E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

(Sophia de Mello Breyner Andresen, in “O Nome das Coisas”)

Actualmente, a paisagem no Baixo Alentejo é marcada pela predominância da oliveira. De aspecto árido, associamo-la ao clima quente e à secura do sul de Portugal. Quase esquecemos que durante o Verão ela se adorna com pequenas flores esbranquiçadas, de quatro pétalas. Chegam depois os seus frutos – as azeitonas – a partir dos quais é produzido o azeite. Tratando-se de um clássico na culinária, o azeite foi usado como medicamento e como fonte de luz artificial. A história da oliveira perde-se no tempo sendo sabido que esta foi sempre associada à sua utilidade: para além da riqueza dos seus frutos, a robustez e a maciez da sua madeira tornaram-na preferida pelos artesãos e as características minerais e antioxidantes das suas folhas conferiram-lhe qualidades terapêuticas. Na Grécia, a oliveira era considerada uma dádiva da deusa Atena e um símbolo de liberdade e de pureza. Por isso, faziam-se coroas e grinaldas com os seus ramos que eram oferecidas aos atletas vencedores nos jogos gregos. Segundo a mitologia grega a oliveira nasceu como resultado de uma disputa entre Poseidon, o deus dos mares, e Atena, a deusa da sabedoria. Ambos queriam ser os guardiões de uma cidade que estava prestes a ser fundada. Zeus decidiu que a guarda da cidade seria atribuída a quem concebesse a invenção mais profícua para os seus habitantes. Poseidon criou o cavalo – para facilitar os trabalhos agrícolas e o transporte – e Atena criou a oliveira – árvore de estatura média, aparentemente delicada, mas com madeira, folhas e frutos valiosos. Diz-se que Zeus ficou tão impressionado com a oliveira que atribuiu o nome de Atenas à nova cidade.

Para além do seu simbolismo pagão, a oliveira ganhou também uma dimensão transcendente, espiritual. É citada em várias passagens da Bíblia como símbolo de abundância, glória, paz e sabedoria. Refira-se, a título de exemplo, a passagem sobre a arca de Noé, onde a oliveira representa o fim do dilúvio e o início de um novo tempo para a humanidade.

Apaixonado por esta misticidade e ciente de que as jóias marcam momentos especiais da vida, fazem parte de conquistas e de comemorações e compõem uma história única e diferente na relação com o seu possuinte – algumas até se tornam amuletos -, o Instituto Politécnico de Beja lançou o repto à Tavares para criar uma peça – um objecto de merchandising de relevo – que conjugasse a simbologia da oliveira, aliada à representação do perfume, permitindo envolver nesta relação única, o Perfume IPBeja, um elemento identitário desta instituição de ensino superior, criado em 2018. A Tavares retorquiu, inspirada na memória de um objecto de joalharia, usado como adorno, cuja história se pede no tempo – o pomander (“pomme de ambre”, na sua forma original), traduzido como “maçã dourada” ou “maçã perfumada”. Para muitos, a forma mais antiga de aromaterapia. Este objecto em forma de bola era cheio de ervas, misturadas com óleos perfumados e colocado especialmente perto da bainha dos vestidos. Ao caminhar, o perfume libertado deixava um rasto de sedução. Eram feitos, em particular, em metal nobre – ouro ou prata – e presos por correntes. Os pomanders sobreviveram até aos dias de hoje, reinventados com outros materiais, mas sempre com o fim de espalhar bons cheiros e boas energias. Era, afinal, o que se pretendia. Aliado ao facto de partilharmos que o princípio de todas as coisas está no seu fim, chamamos-lhe a Esfera do Recomeço – uma peça artesanal, feita em prata de 0,925, com peso aproximado de 35 g, devidamente contrastada, numerada e acompanhada por um certificado de autenticidade. É construída com folhas de oliveira, que se abraçam, adornada com minúsculas bolas de prata que representam os seus frutos, alinhadas, configurando o logotipo do Instituto Politécnico de Beja. Dentro dela está uma pequena bola de madeira de oliveira, impregnada com o Perfume IPBeja, o que a torna uma peça difusora de perfume, um perfumador.

Numa altura de comemorações, esta é mais uma forma de assinalar os 40 anos do Instituto Politécnico de Beja, celebrados no dia 5 de Novembro de 2019. É também o momento exacto para fazer uma associação entre duas criações muito especiais, que fazem parte da nossa história.

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